Nesta terça-feira (22), mais de 2 mil pessoas participaram da terceira edição da Caminhada do Meio-Dia em Curitiba, um ato simbólico de conscientização e homenagem às vítimas de feminicídio. Promovida pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), em parceria com a Casa Civil, Defensoria Pública e outras instituições, a mobilização teve início às 11h30 na Praça Santos Andrade, seguindo até a Rua XV de Novembro  .

A secretária Leandre Dal Ponte reforçou que a violência de gênero “não é um problema privado, mas uma ferida social” e destacou a necessidade de engajamento coletivo para incentivar denúncias  .

Participantes emocionadas como Fátima Rigoni, mãe de Franciele, vítima de feminicídio em Colombo, lembraram que “ninguém vai repor a filha, mas é ação que peço, porque muitas mulheres precisam hoje”  .

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A ialorixá Josiane Dagostini, representando religiões de matriz africana, afirmou: “O silêncio traz a agressão… Temos que perder o medo de falar das violências que sofremos”  .

Representantes de movimentos sociais reforçaram que “o ‘não é não’ precisa ser uma mensagem clara”, enfatizando a mobilização comunitária  .

O mesmo ato ocorreu simultaneamente em 181 cidades do Paraná, reunindo milhares de pessoas de diversas idades e perfis  .

O evento integra uma série de iniciativas do Governo do Paraná:

Programa Recomeço: oferece auxílio financeiro de 50% do salário mínimo para vítimas de violência de gênero.

Fundo Estadual dos Direitos da Mulher (FEDIM/PR): investiu R$ 30 milhões em 178 municípios.

Estruturação do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento às Violências e da Caravana Paraná Unido pelas Mulheres.

Crescimento expressivo de conselhos e fundos municipais de mulheres (de 64 para 195), reforçando a rede de apoio  .

A maioria dos participantes usou branco — cor que simboliza paz, luto e esperança. Em Curitiba, o ato foi marcado por silêncio e toque de sinos, em homenagem às vidas interrompidas pela violência  .

Por que 22 de julho?

A data foi instituída pela Lei estadual nº 19.873/2019 para lembrar o feminicídio da advogada Tatiane Spitzner, assassinada em Guarapuava, em 2018, e reforçar a importância da prevenção e do enfrentamento ao crime  .

Denúncia e apoio

Quem vivencia ou testemunha violência pode denunciar via:

Polícia Militar: 190

Disque Denúncia Estadual: 181 ou 181.pr.gov.br

Disque 180 (nacional), também disponível por Whatsapp  .