A prática de "pegar rabeira" quando ciclistas ou usuários de skates e patinetes se agarram a ônibus em movimento para serem rebocados  tem sido uma preocupação crescente em Curitiba. Apesar de diversas tentativas legislativas para coibir essa atividade, nenhuma proposta foi efetivamente transformada em lei até o momento.

Desde 2019, sete projetos de lei foram apresentados na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) visando penalizar essa prática perigosa. Cinco deles foram arquivados, e dois ainda estão em tramitação. A mais recente proposta, de autoria dos vereadores Tico Kuzma (PSD) e Da Costa do Perdeu Piá (União), prevê multa de R$ 500 e apreensão do veículo utilizado na infração. Em casos de reincidência, a multa pode chegar a R$ 750. Além disso, se o infrator for menor de idade, a bicicleta ou equipamento só poderá ser retirado pelos pais ou responsáveis legais, e o Ministério Público será notificado .

A urgência em aprovar medidas mais rígidas ganhou destaque após a morte de um adolescente de 15 anos, atropelado por um ônibus biarticulado enquanto praticava "rabeira" na noite de 26 de abril de 2025. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) organizou um protesto em frente à CMC no dia 28 de abril, exigindo a aprovação do projeto de lei que visa penalizar essa prática .

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Além das propostas punitivas, há iniciativas focadas na educação e conscientização. O vereador Dalton Borba (Solidariedade) propôs um projeto que inclui campanhas educativas e fiscalização para prevenir acidentes e reduzir os impactos nos serviços de saúde e segurança pública .

Enquanto a cidade aguarda a efetivação de medidas legais, a prática da "rabeira" continua a representar riscos significativos para a segurança viária de Curitiba.