Foi agendado para o dia 18 de setembro de 2025 o julgamento dos dois réus acusados pelo feminicídio de Josicler Pieckocz, ocorrido no município de Piên, em fevereiro deste ano. O caso será apreciado em júri popular no salão do Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Rio Negro, com início previsto para as 8 horas.

Serão levados a julgamento Leonides Maahs, ex-vereador e então marido da vítima, e o pedreiro Luan Fabiano Bachel. Ambos respondem pelo crime que chocou a comunidade da localidade de Gramados, zona rural de Piên, no dia 11 de fevereiro. Josicler foi brutalmente assassinada em uma chácara, sendo os autores acusados de agredi-la com golpes de marreta.

Conforme relato de moradores, gritos de socorro foram ouvidos no momento do crime. As polícias Militar e Civil atenderam à ocorrência, e Leonides foi conduzido à delegacia, tendo sua prisão decretada logo em seguida. Nos dias seguintes, uma câmera de segurança e um martelo, supostamente utilizados no crime, foram encontrados em um tanque de peixes próximo ao local e encaminhados para perícia.

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Também foi expedido mandado de prisão para Luan, que foi localizado e preso três dias após o crime, em São Bento do Sul (SC), pela Polícia Militar catarinense.

A investigação foi conduzida pela Polícia Civil de Rio Negro e culminou na denúncia formalizada pelo Ministério Público. Em 19 de maio, a Justiça realizou a audiência de instrução, onde ficou decidido que os acusados seriam submetidos ao julgamento pelo Tribunal do Júri.

No dia do julgamento, serão ouvidas testemunhas, realizados os interrogatórios dos réus e apresentados os debates entre acusação e defesa, antes da decisão final dos jurados.

A família da vítima, ainda abalada, aguarda por justiça. “Que a justiça seja feita”, declarou Joanir Pieckocz, irmão de Josicler, em entrevista ao jornal O Regional.

A defesa de Leonides será apresentada apenas durante o júri, segundo informou o advogado Nilton Ribeiro. A reportagem não obteve resposta por parte da defesa de Luan até o fechamento desta matéria.

O crime gerou grande comoção na cidade. O velório de Josicler foi marcado por um cortejo silencioso até o cemitério, organizado pela Procuradoria da Mulher de Piên, como forma de protesto contra a violência de gênero.